quinta-feira, 13 de janeiro de 2011

Bowie é questão de maturidade...minha paixão...


Melhor versão de "Heroes" de David Bowie!

Bowie tem a cara dos anos 70 , e ao mesmo tempo atemporal ,meio andrógeno e sofisticado ele conduziu perfeitas canções que o levaram a ter uma discografia irrebatível e transcendental.
Além disso, fez parceria e produziu ,nada mais e  nada menos ,que Iggy pop e Lou Reed outros ícones de nosso século.


Ouçam!!!!!!!!!!!!!!!!!

quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

Perfeitos....

Essa música é perfeita!!!
Com melodias e letras tocantes o Interpol ,banda nova- iorquina segue com seu quarto albúm.
O único problema do interpol é :Que assim como outras ótimas bandas fez perfeitamente o primeiro disco.
Não que os outros sejam ruins ,longe disso, são maravilhosos...mas o  Turn on the Bright Lights.Gente!!!


Esse é perfeito!

Interpol ...Também são poetas ... undergrounds mas poetas.

Rest My Chemistry

I haven't slept for two days
I've bathed in nothing but sweat
And I've made hallways
Scenes for things to regret
My friends they come
And the lines they go by
Tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry

I live my life filled with cocaine
Just some rage and three kinds of yes
And I've made stairways
Such scenes for things that I regret
Oh, those days in the sun
They bring a tear to my eye
Tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry

But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young, so sweet, so surprised

I see a sign, it says 'okay'
Gotta take a ride, just recline in the faraway
Got to take some time to realize
That my friends they come
And the lines they go by
Tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry

But you're so young
You're so young
You look in my eyes
You're so young, so sweet, so surprised
You look so young
Like a daisy in my lazy eyes

So tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry
Tonight I'm gonna rest my chemistry

Descansar Minha Química

Eu não dormi por dois dias
Me banhei em nada além de suor
E eu fiz cenas de corredores
Por coisas que me arrependi
Meus amigos, eles vêm
E pelas bordas eles se vão
Essa noite eu vou descansar minha química
Essa noite eu vou descansar minha química

Eu vivo minha vida em cocaína
Apenas uma raiva e 3 tipos de sim
Eu fiz degraus
Tais cenas por coisas de que me arrependo
Oh, aqueles dias no sol
Eles trazem uma lágrima ao meu olho
Essa noite eu vou descansar minha química
Essa noite eu vou descansar minha química

Mas você é tão jovem
Você é tão jovem
Você olha nos meus olhos
Você é tão jovem, tão doce, tão surpresa

Eu vejo um sinal, que diz tudo bem
Tenho que pegar uma carona pra relaxar bem longe
Tirar um tempo para perceber
Que meus amigos eles vêm
E pelas bordas eles vão
Essa noite, eu vou descansar minha química
Essa noite, eu vou descansar minha química

Mas você é tão jovem
Você é tão jovem
Você olha nos meus olhos
Tão jovem, tão doce, tão surpresa
Você parece tão jovem
Como uma margarida nos meus olhos preguiçosos

Então essa noite eu vou descansar minha química
Essa noite eu vou descansar minha química
Essa noite eu vou descansar minha química
Essa noite eu vou descansar minha química

Um dos grandes de nossa literatura

Casimiro de Abreu ,poeta brasileiro da segunda fase romântica.Como muitos outros poetas e autores brasileiros recebeu notoriedade depois de sua morte.Talvez nem tanto quanto Álveres de Azevedo,mas para alguns tão bom quanto ele.
Casimiro escreveu lindos poemas entre ele :"Amor e medo" e" A valsa".

Amor e medo -Casimiro de Abreu




Quando eu te vejo e me desvio cauto
Da luz de fogo que te cerca, ó bela,
Contigo dizes, suspirando amores:
- "Meu Deus! que gelo, que frieza aquela!"
Como te enganas! meu amor, é chama
Que se alimenta no voraz segredo,
E se te fujo é que te adoro louco...
És bela - eu moço; tens amor, eu - medo...
Tenho medo de mim, de ti, de tudo,
Da luz, da sombra, do silêncio ou vozes.
Das folhas secas, do chorar das fontes,
Das horas longas a correr velozes.
O véu da noite me atormenta em dores
A luz da aurora me enternece os seios,
E ao vento fresco do cair das tardes,
Eu me estremece de cruéis receios.
É que esse vento que na várzea - ao longe,
Do colmo o fumo caprichoso ondeia,
Soprando um dia tornaria incêndio
A chama viva que teu riso ateia!
Ai! se abrasado crepitasse o cedro,
Cedendo ao raio que a tormenta envia:
Diz: - que seria da plantinha humilde,
Que à sombra dela tão feliz crescia?
A labareda que se enrosca ao tronco
Torrara a planta qual queimara o galho
E a pobre nunca reviver pudera.
Chovesse embora paternal orvalho!
Ai! se te visse no calor da sesta,
A mão tremente no calor das tuas,
Amarrotado o teu vestido branco,
Soltos cabelos nas espáduas nuas! ...
Ai! se eu te visse, Madalena pura,
Sobre o veludo reclinada a meio,
Olhos cerrados na volúpia doce,
Os braços frouxos - palpitante o seio!...
Ai! se eu te visse em languidez sublime,
Na face as rosas virginais do pejo,
Trêmula a fala, a protestar baixinho...
Vermelha a boca, soluçando um beijo!...
Diz: - que seria da pureza de anjo,
Das vestes alvas, do candor das asas?
Tu te queimaras, a pisar descalça,
Criança louca - sobre um chão de brasas!
No fogo vivo eu me abrasara inteiro!
Ébrio e sedento na fugaz vertigem,
Vil, machucara com meu dedo impuro
As pobres flores da grinalda virgem!
Vampiro infame, eu sorveria em beijos
Toda a inocência que teu lábio encerra,
E tu serias no lascivo abraço,
Anjo enlodado nos pauis da terra.
Depois... desperta no febril delírio,
- Olhos pisados - como um vão lamento,
Tu perguntaras: que é da minha coroa?...
Eu te diria: desfolhou-a o vento!...
Oh! não me chames coração de gelo!
Bem vês: traí-me no fatal segredo.
Se de ti fujo é que te adoro e muito!
És bela - eu moço; tens amor, eu - medo!...

A valsa

A  valsa
Tú ontem
Na dança
Que cança
Voavas
Tais faces
Em rosas
De novo lascivo
Carmim
Na valsa
Corrias fogias
Ardentes, contentes
Tranquila, serena
Sem pena de mim
Quem  déras .que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Quem déras que sintas
Não negues não mintas
Eu vi
Valsavas
Teus belos cabelos
Já soltos soltavam revoltos
Voavam brincando no colo
Que é tão puro
Os olhos perjuros tremias sorriam
Para outro não eu
Quem déras que sintas
As dores de amores...
Que loucos  senti
Não negues não mintas
Não negues, não mintas
Eu vi...
Meu Deus
Eram belas, donzelas
Valsando,sorrindo fugindo
Qual  sílfide
Risonhos que sonhos
Não vem, mas esse sorriso
 Tão liso
 Quem tenhas nos lábios
 De rosa formosa tu davas
Mandavas a quem?
Quem déras que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Não negues não mintas
Eu vi...
Calado sozinho, mesquinho
Em selos ardendo, eu vi-te
Correndo tão falsas na valsa veloz!
Eu triste
Vi tudo
Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas
Nem Falsas
 Nem contos
Nem prantos
Nem voz
Que déras que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Não negues não mintas
Eu  vi...
Na valsas cansadas
Ficar-te prostada
Turbada!
Pensavas, cismadas, estavas
Tão pálido rosa
Mimosa na valsa
Dos ventos cruentos,
Batida caída
No chão
Quem déras que sintas
As dores de amores que louco senti
Não negues não mintas
Eu vi...

 Casimiro de Abreu
Assim passa!
O tempo passa. Se tempo passa, tudo passa!
Mas, existem coisas que nem próprio tempo; devorador das coisas,
[pode passar.]
Determinada s por não se sabe o que  ,essas nunca irão passar
Porém, ninguém sabe para onde caminha esse NUNCA.
E talvez seja lá... o encontro do TEMPO com seu próprio fim...
Brasília, 19 de abril de 2009 00:34
Nayara de Andrade

Coisa perigosa...

Ah! ... Essa sua elouquência
Traz-me uma ebriedade...
É como pólvora de um fósforo
Ao aceder um cigarro
Pós orgasmos mútuos
Quando ninguém assisti
Tão formidável e tão verossímil
Ato de luxúria
Se é vil pensar nisso?!
E o que é realmente o pecado?
Pouco me importo
Porque somos seres mutáveis
  E a minha arte é feita de libido
Coisa perigosa...
Que pode ludibriar você
Parecendo-lhe vulgar
Mas, pode lhe atrair parecendo deliciosa.

Nayara de Andrade

quarta-feira, 5 de janeiro de 2011


Amar é: amar apesar dê:

Amar significa: Apropriar-se do outro.
É desculpar-se às vezes de nada.
É dever ignóbias explicações.
É sentir-se enciumado, imcomplacente .
Ao ver seu amante direcionar a outrem um belo sorriso ,um olhar afagante  ou belas palavras,
É agradar até nas horas que não quer.
É um sentimento comensal de fosforescência indizível quando se está tudo bem.
Impetuoso...
Descomunal...
Gostoso...
 É emudecer-se da semântica.
E citar com as palavras do corpo.
É sentir a força da atração, que se exerce sobre o outro.



Nayara de Andrade

Diagnóstico

Que doença é essa?
Isso é febre.
Isso é verme.
Isso é tonteira
Isso é um distúrbio.
Isso é paralisia.
_Isso é dor, câncer que só quer crescer dentro de mim _.
Isso chama_ se loucura!

Nayara de Andrade

sonho


É um sonho
Já  insuportável o ilimitado,
O lascivo, tão sórdido e tão piegas
O que me toma agora
Será que realmente não queria mais beber daquele vinho, fonte divina e miraculosa
Esse ópio me enlouquece, me aquece e me favorece  os mais tórridos pensamentos.
Sombrio prazer, esse.
Que atropela a alma
 Que foi algum dia um sol
Foi algo dialético.
Em  um acaso.
E  então naquele sonho entoado, muito cálido ,decidi cessar de escrever.
 E acordei sozinha.

Nayara de Andrade

A notação ideal

Queremos o mundo
E o queremos agora
Somos seres sonhadores
Seres pensantes
E queremos toda a sabedoria
Sol , ser  monstro
Cruel ,colossal,vitalizador
Somos um sol diminuto
E tudo gira em nosso redor
Tudo gira em torno do homem
Ser pensante...
Sonhador...
Nayara
Volúpia
No divino impudor da mocidade
Nesse êxtase pagão que vence a sorte
No frêmito vibrante de ansiedade
Dou-te o meu corpo prometido à morte!

A sombra entre a mentira e a verdade...
A nuvem que arrastou o vento ao norte...
_Meu corpo! Trago nele um vinho forte...
Meus beijos de volúpia e de maldade!

Trago dálias vermelhas no regaço...
São os dedos do Sol quando eu te abraço cravados no peito como lanças!
E do meu corpo os leves arabescos

Vão-te envolvendo em círculos
Finalmente, em voluptuosas danças


Florbela Espanca