quinta-feira, 6 de janeiro de 2011

A valsa

A  valsa
Tú ontem
Na dança
Que cança
Voavas
Tais faces
Em rosas
De novo lascivo
Carmim
Na valsa
Corrias fogias
Ardentes, contentes
Tranquila, serena
Sem pena de mim
Quem  déras .que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Quem déras que sintas
Não negues não mintas
Eu vi
Valsavas
Teus belos cabelos
Já soltos soltavam revoltos
Voavam brincando no colo
Que é tão puro
Os olhos perjuros tremias sorriam
Para outro não eu
Quem déras que sintas
As dores de amores...
Que loucos  senti
Não negues não mintas
Não negues, não mintas
Eu vi...
Meu Deus
Eram belas, donzelas
Valsando,sorrindo fugindo
Qual  sílfide
Risonhos que sonhos
Não vem, mas esse sorriso
 Tão liso
 Quem tenhas nos lábios
 De rosa formosa tu davas
Mandavas a quem?
Quem déras que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Não negues não mintas
Eu vi...
Calado sozinho, mesquinho
Em selos ardendo, eu vi-te
Correndo tão falsas na valsa veloz!
Eu triste
Vi tudo
Mas mudo
Não tive
Nas galas
Das salas
Nem Falsas
 Nem contos
Nem prantos
Nem voz
Que déras que sintas
As dores de amores
Que louco senti
Não negues não mintas
Eu  vi...
Na valsas cansadas
Ficar-te prostada
Turbada!
Pensavas, cismadas, estavas
Tão pálido rosa
Mimosa na valsa
Dos ventos cruentos,
Batida caída
No chão
Quem déras que sintas
As dores de amores que louco senti
Não negues não mintas
Eu vi...

 Casimiro de Abreu

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